quarta-feira, 30 de julho de 2014

Algumas considerações sobre
software para repositórios digitais

 A concepção de repositórios digitais como sendo um simples armazenador

estático de informação digital com capacidade de recuperação

foi rapidamente ultrapassada. A ideia original deslocou-se para um

conceito mais sofisticado de sistema de informação que incorpora

a facilidade da comunicação, da colaboração e de outras formas de

interação dinâmica entre usuários de um vasto universo.

Na primeira geração de bibliotecas digitais, quando as coleções

eram pequenas e tinham um caráter essencialmente experimental,

uma grande variedade de programas não especificamente voltados

para aplicações de repositórios digitais foram utilizados, como os

gerenciadores de bases de dados bibliográficos – por exemplo, o Micro-
-ISIS –, e ainda os softwares gerenciadores de banco de dados mais genéricos,

como o MS Access. Nestes primeiros momentos, uma biblioteca

digital, não era nada mais do que uma coleção de recursos eletrônicos

colocados disponíveis numa página Web ou em um CD-ROM.
A situação, entretanto, evoluiu rapidamente: hoje os principais
projetos de bibliotecas e de repositórios digitais estão colocando on-

-line estoques massivos de recursos informacionais em formato digital.

Algumas dessas coleções incluem milhões de objetos e estão sendo

planejadas para gerenciarem um número astronômico de informações

de toda a natureza num futuro bem próximo.

Com a evolução dos repositórios em termos de volume, diversidade

de materiais em formato digital – que se multiplicam cotidianamente

– e de funcionalidades, tendo ainda como perspectiva imediata a

interoperabilidade, se torna crítico que a plataforma tecnológica subjacente

aos repositórios digitais seja capaz de apoiar com desempenho e

confiabilidade a trajetória de complexidade ascendente desses projetos.

Ainda é necessário considerar que o rápido crescimento de tipos

variados de repositórios digitais é um dos primeiros desdobramentos

do desenvolvimento baseado em padrões abertos de arquitetura e de

software. Sem esses padrões, teríamos poucas e caras ilhas de acervos

digitais que só poderiam ser acessadas via sistemas especiais projetados

para cada uma delas.

Entretanto, a tecnologia que envolve os repositórios digitais guarda

uma peculiaridade marcante e positiva que deve ser explorada.

No ciclo de automatização anterior, cujo esforço estava centrado no

desenvolvimento de pacotes de software para automatização de bibliotecas,

a oferta de sistemas estava – e ainda está – dominada por

pacotes comerciais. São raros os programas disponíveis livremente

com qualidade profissional. Em contraste, os principais programas

para criação de repositórios digitais são distribuídos livremente para

uso e para desenvolvimentos posteriores. Este fato é uma consequência

de uma característica quase que comum no desenvolvimento

desses programas: tipicamente eles foram resultados de projetos de

pesquisa que juntaram universidade, agências governamentais, organizações

internacionais e, em alguns casos, empresas e organizações

não governamentais.

Como resultado dessa origem “acadêmica”, há uma oferta considerável
de software de códigos abertos e distribuídos livremente voltados

para a implementação de repositórios digitais de toda natureza. Esses
programas apresentam características sofisticadas, elevado grau de

qualidade e, sobretudo, conformidades aos principais padrões da área,

estabelecendo, dessa forma, as bases para a integração e a interoperabilidade.
A oferta é diversificada, vai desde softwares prontos para

instalação e uso imediato, até pacotes mais próximos a kits de ferramentas

que para serem utilizados demandam recursos de programação

para o desenvolvimento de aplicações e de interfaces.
 (SAYÃO, Luis, et. al. Implantação e gestão de repositórios institucionais. Salvador: EDFBA, 2009. p. 28-30.)

Implantação de repositórios digitais institucionais ou somente repositórios institucionais?



O século XXI consolida esse formato da informação – eletrônica.
A internet possibilitou acesso às fontes de informação sendo relevante

o correio eletrônico, a Web, listas de discussão que permitem a troca de informações entre os especialistas, blogs, chats, etc.
Por meio dos repositórios é possível a divulgação de

versões preliminares de artigos de periódicos e de comunicações em
conferências científicas, de capítulos de livros, publicações periódicas
eletrônicas, materiais de ensino bases de dados, compilações de
dados eletrônicos, dentre outros.
Essas mudanças influenciarão, sobremaneira, a disseminação da produção científica
e as relações de comunicação da informação no ambiente acadêmico.
A ênfase nesse blog são os Repositórios Institucionais cuja finalidade é receber e trocar informações livres sobre o tema, bem como ampliar o contato com pares - bibliotecários e profissionais da informação, a fim de contribuir com a consolidação do conhecimento acerca dos conteúdos digitais customizados em portais de instituições.
Essa visibilidade poderá promover uma salutar competitividade entre profissionais de afinidade, além de permitir oferecer o acesso e a divulgação de como se faz um repositório.
Os Ipês são árvores que vivem muito e se expandem, assim deve ser o conhecimento nesse blog.